Aqui não é como os contos de fadas que tem começo, meio e fim. Aqui tem dragões, fadas, elfos, unicórnios, espadas, arcos e flechas. Nada aqui é feito sobre regras, eu sou uma Rebelião pedindo, implorando por liberdade.
Seja bem-vindo(a) ao meu mundo.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Sonhos... Que Sonhos?




Havia uma princesa, muito cuidada, que vivia em cima de uma torre. Ela saia as escondidas, lia de madrugada, assistia televisão quando a ama dormia. Essa era sua vida. Ela olhava pela janela, via aquela imensidão azul, aquela floresta imensa que a aguardava.
E com isso ela tinha sonhos, sonhos de crescer na vida, de fugir, ela queria sempre mais.
E ela sempre fazia algo durante o dia, ela nunca estava parada. E a cada dia ela queria uma coisa nova, de forma que ela se renovasse a cada novidade.
Mas ela tinha algo que poucos conheciam, um pequeno duende que se escondia no calabouço de dia, e virara monstro a noite.
Quando isso ocorria, ele ia até o quarto da princesa e destruía tudo o que ela havia construindo durante o dia. Ele rasgava seus livros, seus poemas, jogava fora seus vasos de flores, suas maquiagens, seus porta retratos, suas músicas, tudo ele jogava fora, tudo ele destruía.
E quando ela acordava ela pensava: Aonde foram parar meus sonhos?
Ela tinha uma pequena cachorrinha, que estava com ela pra tudo. A cachorrinha olhava pra ela, abaixava as orelhas, e deitava aos seus pés.
A princesa com lágrima nos olhos, começava a recolher todos os pertences quebrados, e ela novamente se perguntava: - Sonhos, que sonhos?
- Como eu posso ter sonhos, se a cada dia eles são quebrados?
E assim, ela recolhia, pedaço por pedaço, tentava incessantemente reunir os papéis, alguns sem sucesso, os livros... Ah! os livros, pequenos pedaços de céu que ele destruía, palavras ao vento que ela via indo, sem que pudesse questionar o motivo.
Até que um dia ela se cansou de tudo isso, desceu ao calabouço, viu o duende comendo um rato que havia achado no esgoto e indagou:
- Posso saber, porque toda noite vai até meu quarto e destrói tudo o que construí?
O duende olha pra ela, com os dentes vermelhos de sangue, sorri mas nada responde.
Ela ainda completa:
- Você é imundo, podre, não é vivo! És tão pequeno de dia, e quando chega a noite, se transforma em monstro, porque não tem nada além disso! Não tem sentimento nenhum ai, até porque seu tamanho não comporta tanta coisa.
A princesa, nunca havia visto os trajes do duende, até que ele saiu da escuridão em que estava e foi mais a luz, quando uma parte do sol clareou parte do local.
O que ela viu foi de se arregalar aos olhos. Quando ele apareceu ela viu o quanto ele era gordo, gordo não por comer demais, porque pouco haviam ratos por ali. Mas sim, gordo, pela maldade intensa que ele carregava. Vestia uma calça cinza, toda rasgada, suja de sangue, a blusa, por sua vez, era curta, então ela pode ver o que havia de mais horripilante! Ela mal podia olhá-lo corretamente. Em seu corpo, haviam chagas, feridas abertas, vermes saindo e entrando por elas. Ele tinha um nariz muito grande, uma boca pequena, e olhos menores ainda. Era uma cena impossível de acreditar.
A princesa ficou tão enojada que mal conseguia falar. Ah! sem esquecer que ele era careca, mas usava um chapéu para esconder, o que não adiantava muito, já que o chapéu estava rasgado.
Mas o mais inacreditável, era que o vestido da princesa não sujava, por mais intensa que estivesse a sujeira, o vestido dela nunca ficava sujo.
Até que o duende lhe perguntou: - Princesa, já reparou que o seu vestido não suja?
Ela por um momento surpresa olhou em seu vestido e pensou: - Pela primeira vez esse duende feioso está dizendo a verdade!
Para completar o duende ainda disse: - É isso que mais odeio em você, não importa quantas vezes eu vá até seu quarto e destrua todos os seus sonhos, você nunca enfraquece! Eu sempre busco um plano melhor para destruir suas coisas, mas a cada vez que chego lá, parece que nem passei por lá!
Ela sorriu de canto, olhou o nos olhos - por mais que isso fosse a coisa mais difícil a se fazer - e ainda mais vendo todo o ódio que havia nos olhos do duende respondeu: - Você pode destruir tudo o que tenho, mas jamais destruirá quem eu sou. São duas coisas muito diferentes.
O duende a olhou com mais ódio, pensando como ela podia ter a audácia de dizer algo desse tipo!
Ela foi em direção a saída, para voltar aos seus afazeres quando o duende corre em sua frente e lhe diz: - Até a noite princesa.
A princesa se abaixa, olha bem em seus olhos amarelos, sujos e lhe responde: - Duende, porque haveria de ter medo de você? É só olhar o meu e o seu tamanho. Somos diferentes em todos os sentidos. Você nunca irá me alcançar, desista.
Com isso, a princesa foi, em direção ao seu quarto, encontrar Sara e Muffin, Sara sua cachorrinha, e Muffin que tinha acabado de voltar se seu passeio matinal, Sara era uma yorki, pequena mas muito agitada! E Muffin, uma gata branca, com um rabo que tinha quase o dobro de seu tamanho.
A princesa olhou ambas, sentou em sua penteadeira, enxugou a lágrima que quase escorreu de seus olhos, ajeitou a coroa, e começou tudo de novo.
A cada manhã a princesa recomeçava, arrumava tudo o que o monstro havia destruído, na esperança de que ela poderia se livrar dele, mas isso somente um milagre.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Para aonde vou?


É neste deserto que danço, encanto, falo, conto, sonho. 
Procuro nesse deserto me encontrar, encontrar o mar, busco no Deserto a quem olhar, a quem ver, a quem achar. Nesse Deserto me torno Deusa, Fada, Sereia; me torno mulher, criadora do mundo, do universo, me transformo na Lua, com suas quatro fases, na sua plenitude. 
Quero o tudo, quero o nada, tampouco o meio a meio. De sobras, bastam as pequenas migalhas que o deserto carrega consigo mesmo. 
No Deserto sou Guerreira, meiga, sutil, destruidora; nada me impede de seguir em frente, apenas ao olhar o infindável Deserto que sem chegar em algum lugar no fim das contas cheguei em todos. 
No Deserto me encontro, me perco; me procuro e me acho. 
No Deserto sou quem sou, sem mais nem porque. 
Não há julgos, mentiras, falsos moralismos... somente o grande Deserto. 
Sumir no mundo é o que quero, quero liberdade, ser eu mesma, quero tranquilidade, silêncio. 
A única companhia que espero é o Deserto, o sol e a areia. 
Bons e velhos companheiros de estrada. 


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Medo



me.do³
(ê) sm (lat metu) 1. Perturbação resultante da ideia de um perigo real ou aparente ou da presença de alguma coisa estranhaou perigosa; pavor, susto, terror. 2. Apreensão 3. Receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável. sm pl. Gestos ou visagens que causam susto. 
Fui no dicionário buscar o real significado da palavra medo. Mas na teoria é tudo perfeito, e quando me referi ao medo aqui, estou me referindo ao medo do amor, das coisas novas, de um recomeço, de uma nova história. Porque o ser humano tem tanto medo? Se o medo lhes impede de tanta coisa, o que te move? 
Seria a ansiedade de não saber o que existe lá na frente? Já me disseram que o "não" nós já temos, o que nos impede de mudar? Recentemente tenho pensado muito, que quantas pessoas pelo mundo fizeram coisas que hoje consideraríamos tão absurdas, mas no fundo, eles queriam ser felizes. 
Se saíam a noite para cantar, beber, curtiam o que chamamos de Boemia, mas era porque no fundo buscavam a felicidade. Isso se aplica aos dias de hoje, mas claro que antigamente não há os riscos de hoje em dia, e o ser humano não soube evoluir junto com eles. 
Mas ai vem a questão: Quem não quer ser feliz? Quem evita buscar a felicidade? 
Mas acho que poderíamos mudar isso para: Como você faz para buscar a sua felicidade e você olha os riscos envolvidos? 
Busque a felicidade não importando o que vem pela frente, se é um sim ou não! O importante é correr, senão ela passa e você não vê! 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A rocha e a areia.




A alguns minutos atrás, estava pensando e lembrei-me de uma cena que passei em toda a minha infância, numa praia em São Paulo tem o chamado "Paredão", é um muro que percorre uma estrada e na sua lateral esquerda temos o mar. E nesse muro existem pedras enormes, com a qual a onda bate com muita força.
Obs: descrevi o cenário, ou pelo menos tentei, para que pudesse entender minha analogia rs.

Então pensei na rocha, firme, com todas as pontas, os cristais, os pedregulhos que a percorrem e a sua altura. Com isso me perguntei, quantas vezes a onda do mar precisaria bater para tirar alguns grãos daquela rocha para que fosse degradando a ponto de transformá-la em areia?
Pensei no esforço do mar, na intensidade, e quanto tempo demora, porque o mar tira pequenos pedaços que vai levando, degradando até transformar em areia.
E a areia? O que tem ela? Você me perguntaria meu caro.
Eu lhe respondo.
Já viu como a areia é fina, suave e moldável? Ou por acaso com a rocha se constrói um castelo de sua forma? Não eu lhes digo!
Quando coloco meus pés na água, vejo a areia indo com o mar, e quando há o "repuxo", a areia volta... ela é moldável, ela se adapta as diversas situações que o mar lhe apresenta. E por mais que os anos se passem, eu ainda vejo aquelas rochas enormes no Paredão.
Aquelas rochas, se você quiser passar a mão elas cortam, se quiser sentar para admirar a paisagem elas te incomodam, se quiser deitar, elas te machucam. Ou se ainda quiser andar por elas, você pode escorregar.
E a areia? Na areia você deita e ela se acomoda em você, se quiser mais areia desse lado, é só empurrar com o pé que ela vai... ou do outro lado. Já viu como é simples, transformar a areia em mais sólida ou mais suave? É só dosar a água!
Já viu como é gostoso ajeitar os seus pés na areia? Como ela se acomoda em seus pés, e já viu que mesmo quando seu corpo está coberto de areia, quando entramos na água, ela leva toda a areia embora?
Sabe, se pensar a rocha seria aquela pessoa metódica, que precisa levar muitos "tapas na cara" para se tornar alguém "fino", e quando me refiro a fineza não no sentido de educação, mas fino de transparente. Uma pessoa que se quiser amar, ela te fere, se for ensinar ela te machuca, te faz tropeçar, te faz cair, te desequilibra... A rocha é traiçoeira, n'ela não dá pra confiar. N'ela não há conversa.
A areia é moldável, ela te abraça e te impulsiona A areia não machuca, não te faz cair, e ainda dela, você faz belos castelos de areia.
Não seja como a rocha, não espere levar da vida para se tornar fino como a areia, porque esse processo leva anos e o mar tem pressa.

sábado, 8 de dezembro de 2012

You.


Sabe quando você quer falar mas as palavras não saem? Seu cérebro está cheio de pensamentos que preencheriam muros e mais muros de todas as cidades; mas por mais que você tente as palavras não saem?
É como eu me sinto com você. Eu quando pequena pensava e acreditava que jamais sentiria isso, porque eu me achava muito durona, mentalmente estruturada (mesmo tendo apenas 12 anos de idade), e hoje com 23 anos, vejo que tudo isso caiu por terra.
Eu achava que eu não sentiria nada, não era bem isso, mas que eu sofreria menos...
E aconteceu o contrário, eu sempre disse que ninguém roubaria meu coração, ninguém o tiraria de "minhas mãos" por assim dizer, mas não foi isso que aconteceu.
Eu jamais imaginaria que alguém como você surgiria, ou então que alguém do seu jeito apareceria. E de repente toda essa "rigidez" ou então essa pessoa totalmente "estruturada", desmoronou.
Eu não podia acreditar, em tudo que eu sentia, eu tudo que ouvia, no que sentia.
E hoje, depois de algum tempo, já formada, vejo que nada mudou, eu só amei.
E eu pude perceber que todos os "relacionamentos" anteriores não significaram nada, não porque eram ruins, mas não sei dizer se eu não estava preparada, ou se o que eu sentia não era amor.
Porque de repente, o amor se tornou algo sério, profundo.
Eu conhecia o tal "amor universal", aqueles de amar a todos. Mas, esse amor era diferente.
Eu te queria a todo instante perto de mim, eu queria ouvir tua voz, sentir teu cheiro, teu calor.
Eu te quero.
Me irrito com a distância, me irrito as vezes com o que sinto, porque não acho justo alguém me desestruturar dessa forma, mas se isso for amor? Quão belo ele é!
Várias pessoas já deram inúmeras definições sobre o amor, mas alguém chegou na definição que faz jus a esse sentimento? Creio eu que não...
As vezes gera uma incerteza em mim, acho que mais no meu cérebro, mas de repente é como se meu coração falasse mais alto... mas a quem ouvir?
E nessa você fica na dúvida, não querendo se passar de idiota, mas sabendo que não consegue manter isso dentro de você.
Porque acho que a todos que amam, ou um dia amaram alguém muito especial, tem ideia de como é forte esse sentimento, e profundo também.
Eu não quero daqui a 5, ou quem sabe 10 anos me arrepender por nunca ter dito, ou por esconder uma coisa dentro de mim.
Acho que muitos se sentem assim, não sei qual é a posição que tomam, ou o que fazem, mas eu sei que não quero deixar ou guardar isso comigo.
Eu não sei o que vão pensar de mim e na verdade eu nem ligo, eu quero ser feliz, independente de como for.
Um dia você me disse: Nós fomos feitos um para o outro,
e como diz aquela música: Eu preciso de você agora.

Acho que quando se encontra um verdadeiro amor, dificilmente ele termina assim, do nada.
Você, todo o tempo passa pela minha cabeça.
Minha cabeça pira só de pensar, ou em cogitar que um dia eu possa vê-lo, assim ao vivo.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A flor que não desabrochava.





Há muito tempo atrás, existia um campo de flores infindáveis, com inúmeras cores, aromas, tamanhos...
E beija-flores que todos os dias iam em direção a cada uma dessas flores pegar o néctar. Mas existia uma única flor, um broto, que não desabrochava.
Passava primavera, verão, outono e inverno e nada da flor desabrochar. Ela olhava a todas as outras flores e se perguntava: -"Oras, porque passa estação e eu não desabrocho?"
Uma abelha, muito da curiosa, passou e disse: -"Mas que estranho! Porque só você é um broto?"
A flor, perplexa, se olhou, olhou de volta e respondeu: -"Não sei!".
A abelha tomou seu rumo e seguiu.
Mas com isso, mais tempo se passou e a flor continuava se perguntando o porque que todas as outras já eram rosas, agapantos, amores-perfeitos, margarida e lírios. E ela continuava ali, sendo um pequeno broto em meio a tantas outras flores que chamavam mais a atenção que ela.
E pessoas passavam, olhavam todas as flores desabrochadas e falavam entre si: -"Mas olhe! Porque somente esta flor não desabrochou? - disse uma moça, quatro olhos com sardas nas bochechas.
- "Não! Acho que ainda não é época! - Disse um espanhol baixinho.
- "Mas como não poderia ser época? Olhe todas as outras flores desabrocharam, só se essa envelheceu! Então não serve para mais nada! - Disse uma senhora, com um vestido muito diferente, cheio de losangos, vermelhos e azuis.
E a flor, escutando tudo isso, foi ficando cada dia mais murcha, e assim fazendo jus ao que tinham sub julgado-a.
Ela não sabia mais o que fazer, já que era regada regularmente, a terra era colocada, tudo certinho, para que ela florescesse no tempo certo, e tivesse sua grandiosidade quando fosse o tempo.
Até que passado-se um ano, aquela mesma abelha voltou...
-"Mas olhe quem ainda não desabrochou! Você nunca vai desabrochar flor!" - disse a abelha com aquele tom de ironia se misturando com o bizz, bizz, bizz...
- "Abelha! Pare de me atormentar! Estou sendo bem cuidada, e se ainda não desabrochei, deve ser por algum motivo! Tenho o mesmo cuidado de todas as outras flores, se elas desabrocharam, eu também desabrocharei!"- Disse a flor muito da invocada.
A abelha não contente com tal resposta dirigiu-se a flor e disse: - "Acho que nem néctar tem! Deve ser seca por dentro!"
A flor começou a chorar, e pensar que quando houvesse a temporada dos beija-flores que ela não poderia alimentá-los! E se pôs num choro infindável., do qual todas as outras rosas ouviram, mas não deram importância.
Até que passado 1 mês, chegou a tão famosa época dos beija-flores, estes que vinham aos montes, uns azuis, outros laranjas, vermelhos, outros misturados, mas todos belos.
E cada um, foi se alimentar de uma rosa. Mas um em questão chegou perto da flor, do broto que não havia desabrochado.
Ele olha, voa em volta, dá uma cutucadinha, mas nada!
Ele se afasta e pergunta: -"Como poderei tomar do néctar se ainda é um broto?!"
Ela respondeu: - "Perdoe-me! Não sei o que faço! Sou cuidada igual as outras mas ainda não desabrochei! Queria muito ajudá-lo, mas não posso forçar minha natureza!".
O beija-flor então, olhou, pensou, voou em volta dela e disse: -"Vou fazer um trato com você então! Nesse campo não me alimentarei de nenhuma rosa, esperarei quando desabrochar!".
A flor estupefata, disse: - "Então espera?"
O beija-flor acenou com a cabeça, e foi embora para outros campos, junto com a revoada.
E meses se passaram e o beija-flor esperava ansioso para que a flor desabrochasse, eles conversavam sobre os voos do beija-flor, ou então sobre as formas das nuvens do céu.
E a flor, durante todo esse tempo foi ao longo desabrochando, e o beija-flor, sempre ali com ela.
Até que um dia, quando o beija-flor veio, mal a reconhecia, porque ele procurou por um broto e não achou!
Até que ela deu sinal e ele a viu... A mais formosa de todas as rosas, a mais cheirosa e com mais néctar.
Ele se alimentou e ainda lhe disse: -" Mas... mas... o que aconteceu?"
Ela sorridente respondeu: -"Não sei! Dormi, e quando acordei, comecei a desabrochar!".
E depois desse dia em diante, o beija-flor e a rosa viraram amigos, companheiros, amantes.

É, não adianta a gente querer forçar a natureza, as coisas vem e se modificam quando a gente precisa, ou quando é necessário.
A flor, esperou anos para desabrochar, o beija-flor, a mesma proporção para se alimentar.
Não force a natureza, deixe que ela siga seu fluxo. O fluxo natural das coisas.

sábado, 17 de novembro de 2012

Garota Livro



Tem pessoas que dizem que os livros são chatos, e com isso, resolvi fazer uma analogia com alguma garota (uma garota qualquer). 
Se pensarmos, tem livros que não nos agradam a princípio, não gostamos da capa, do cheiro, da textura, mas mesmo assim compramos, investimos num livro que nem sabemos se terá uma história que valha a pena. 
E começamos a ler, uau! pensamos, como pode um livro com uma capa tão feia, ter um conteúdo tão belo? 
É mais ou menos assim: Não dá pra julgar uma pessoa apenas pela sua aparência, já vi meninas não tão belas, mas que apresentavam um conteúdo que nossa, qualquer pessoa ficaria abismada. 
Outras em compensação, lindas por fora, mas o conteúdo (?!) ficava me perguntando, se havia tal conteúdo, ou se apenas seria uma embalagem vazia e oca por dentro. 
Mas, voltando aos livros, como há de se saber o que há no livro se não o abrir? Se não os expusermos, os tirarmos as amarras, folhearmos suas páginas?! Um livro precisa ser aberto, colocar suas letras, palavras, versos para fora, fazer correr os cantos, sobrevoar, de forma que alguém no mundo, possa ler, ou contemplar de tais palavras. 
E quando começamos a ler, quantas páginas tem o seu livro? 
50, 100, 200, 500, 1000? 
E tens coragem de ler inteiro? E não se cansa? E ainda mesmo que com os olhos morteiros, ainda insiste porque a história te contagia de tal forma, que fica difícil deixar de lado? 
Fazendo de novo a analogia, como pode alguém quando conversa com uma menina, perder o interesse tão rápido? 
É como se desinteressar de ler um livro nas 3 primeiras páginas, as 15 primeiras é a introdução, a apresentação do personagem, do ambiente, da situação, dos sentimentos, é como se lhe fosse mostrado toda uma vida, uma história. E você desiste logo ai? 
Não é a toa que hoje os relacionamentos tem terminado tão logo, tão urgentemente. 
Que urgência é essa do ser humano, em querer tudo na urgência? 
Por acaso somos concebidos em minutos? Somos gerados em 24 horas? 
Não levamos 9, sim 9 meses para nascer! E mais (considerando que hoje a faixa etária está entre 75 - 80 anos) de vida?!
Então que urgência é essa, ao ler um livro, ao assistir a um filme, a conversar? 
Falando novamente dos livros...
E quando a história esquenta?! 
Nossa, ai vamos com mais afinco ler, e ler, e ler mais ainda, de forma que como ler rápido faça a história ir mais rápido e o problema se solucionar mais cedo! 
Mas não! Isso só implica em você prestar menos atenção no que lê. 
Menos atenção no que lê, menos atenção no que ouve, e menos atenção ainda no que sente. 
E quando sentimos aquela ânsia de chegar ao final? 
De saber finalmente que fim deu aquela história, conto, verso? 
E a curiosidade de muitos, que sempre vão ao final, leem, não entendem e acabam frustados, voltando aonde estavam para terminar sim corretamente o livro e quem sabe entender o final que deu? 
Mas quem garante que eles entendem o final? 
Fazendo a analogia de novo...
Uma menina...
Não queira saber o final da história, se tem muitos capítulos e você tem preguiça de ler, então nem compre, ou nem olhe para a capa. 
Não conquiste um livro se não tem a intenção de lê-lo. 
"Livros" não foram feitos para ser jogados e sim tratados bem. 
Então, se não tem paciência, para ler os "capítulos", ler as inúmeras folhas, saber aprofundadamente sobre a história de uma garota, nem a queira conhecer. 

A Garota livro é assim. 
Tem mil histórias, folhas... se não tem paciência pra ler, nem abra então. 
Ela não precisa que suas palavras, idéias, pensamentos e emoções sejam jogados ao vento, pra isso ela os guarda, tatuado, colado, selado, em sua pele, feito o livro, que sela, fecha, guarda suas palavras em folhas de papel. 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Black Out.

Em certos momentos, tenho certeza de que dará certo,
depois tenho certeza de que terá um término.

E ai?
Qual é o fim?

sábado, 20 de outubro de 2012

Idiota.

Não sei se te chamo de idiota, ou se me chamo de idiota.
Idiota serias tu, por deixar alguém como eu por ai.
Idiota seria eu, por ainda gostar de você.

Idiota nós, por não assumir,
ou desistir,
de algo que existiu,
e persistiu.

Idiota o destino,
que pregou-nos peças,
nos fez de bobo,
e nos deixou por ai,
sem saber o fim.

Mas, seríamos nós,
amados sem nós,
que queiram ficar sós?
Que queiram ficar juntos,
mas não o podem?

É o fim?

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Blue Moon





Me pediram pra fazer um texto sobre a Lua, e pensei: Como um mero mortal poderia transcrever no papel algo que Deus criou, que esta ai muito antes de tudo, descrever suas belezas
suas fases, o que ela causa nos apaixonados, o efeito que ela tem sobre os lobos, a forma como a lua alumia nossas almas.
para os leigos, é apenas uma bola que ilumina os céus nas noites, para os que creem, é apenas um planeta, para os wiccanianos, é a grande mãe.
Engraçado, como as vezes uma coisa tão simples, que as vezes nem vemos, tem tantas definições ou tantas formas.
Como dizia na música: Lua azul, você me viu na maior solidão, Sem um sonho no meu coração[...]
Ah se a Lua falasse...
ah se ela contasse os versos de amor, que a milhares de anos foram citados na presença dela, ah se ela pudesse cantar quantas serenatas de amor ela presenciou...
A lua e as estrelas, parecem peças de um quebra cabeça, todas colocadas de forma estratégica em que fossemos traçar uma linha por elas, o que daria?
Daria uma imagem? O nome, ou a inicial de alguém?
O que os céus nos escondem?
O que a Lua nos conta?
Um céu que parece ser tão próximo de nós, tão próximo ao ponto de confidenciarmos nossos segredos, contarmos aos céus nossos medos, nossas angústias, quantas lembranças, memórias
palavras e versos os céus guardam?
E quantas vezes imaginamos quem está olhando para a lua, ao mesmo tempo que nós? Pensando as mesmas coisas, falando, imaginando?
É como se compartilhassemos de uma ideia, uma figura, que está lá, não tocamos, sabemos que ela existe, mas...
A Lua na sua forma mais majestosa, cheia, formosa, tão apaixonante, que nos faz querer ficar perto dela.
As vezes minguante, não tão bela, por não estar cheia, mas mesmo assim, consegue ser tão magnífica.
E a Lua Azul?
Nossa, é como se Deus brincasse de colorir, e fizesse a Lua que um dia era branca, cinza, dourada se tornasse azul, como se ela, se misturasse com o céu, mas ainda fosse
a que tivesse mais destaque.
É incrível como as coisas que infelizmente não podemos tocar se tornam as mais belas, majestosas, magníficas.
É como se por algum milésimo de segundo, conseguissemos tocá-la e assim por dizer; sentir o mais puro que foi criado.
Quem diria que algo que muitos não dão importância, tivesse tanta beleza e mistério.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

DE VOLTA!!!

Meus queridos leitores,

Ai como estou aliviada! Meu coração está embriagado de alegria.
Sei que muitos se perguntaram o porque de minha ausência por tanto tempo, e eu vou lhes dizer: alguém denunciou meu blog e por isso não conseguia postar aqui. Mas graças a ajuda de amigos que posso contar, consegui reverter a situação!
E como senti saudades daqui e de vocês anônimos que lêem e que não conheço rs.
Mas, sinto dizer, a quem fez isso, isso é sinal de pura invejinha ;)

Entretanto, aqui está minha primeira postagem depois desse longo tempo em que fiquei fora, meus queridos leitores, obrigada e não me abandonem! Vocês são muito importantes!

Um beijo carinhoso!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

É isso...


O negócio é não criar expectativas. É não achar que as pessoas serão sempre responsáveis, ou sempre corretas, ou sempre verdadeiras. É saber que a felicidade começa em você, termina com você e se completa no outro. A paz vem de dentro, se o mundo lá fora estiver um caos, você precisa estar em paz. Em paz consigo mesmo, com o mundo, com a alma.
É saber que as frustrações vem para nos ensinar, que sonhar é bom, mas precisamos ter calma e cautela, senão o tombo é grande.
Temos que ter fé, mesmo tateando no escuro; jamais duvidar de nossa intuição.
Saber respeitar os limites alheios, sejam eles diferentes ou próximos aos seus, saber conversar, com palavras suaves e doces, mas não tão doces a ponto de "formigas" destruírem.
Saber ser e conhecer, amar e falar. Viver e sofrer.
Saiba que cada dia é um dia. Ele tem as 24 horas para que possa completar um ciclo, um dia, de forma que nada ficou preso, solto, frouxo para o dia seguinte, ou memórias presas no passado.
O passado existe como aprendizado, o presente como o exercício e o futuro como lição.
Aprenda, porque ninguém sabe tudo.
Cultive suas amizades, ame sem exageros, chore por alegria e evite o estresse.
Não ache que isso é lição, quem sou eu para dizer o que é bom ou não?!
O que precisa tirar, tire.
A vida é curta demais para ficar sofrendo e chorando.

domingo, 26 de agosto de 2012

Marrento, idiota e chato.

Sim! Estou te chamando de tudo isso, e sabe porque?
Porque um dia você disse que um nasceu para o outro, e conforme a vida foi indo, tenho que dizer... você estava certo.
Ai! que raiva!
Raiva, porque temos tanto em comum, os anos se passaram, tantas coisas aconteceram em nossas vidas, e... ?
E nós continuamos naquela, naquela mesmice.
Mas o que eu posso fazer não? Quando acho que deveríamos estar juntos?
Essa é a jogada da vida, essa é a "peça" que a vida nos prega não?
E com isso o que eu posso fazer?
O que nós podemos fazer?
Apenas permanecer assim, porque como diz a música "I can't live withou your love", é bem assim...
Eu não posso viver sem você e sem o seu amor.

Posso te chamar, de marrento, chato, idiota...
mas no fundo é com esse marrento, chato e idiota que eu quero ficar.

sábado, 25 de agosto de 2012

Disney Forever.



Estava hoje olhando para as fotos dos Contos de Fadas, mais especificamente os da Disney...
E apesar de todas as especulações geradas em torno de mensagens subliminares, eu penso: O que leva nós, já adultos, permanecemos encantados com os contos...
Fico pensando, o que faz com que as pessoas ainda assistam, seria toda a magia, as cores, o amor, a bravura...
Será que por causa do andamento do mundo, nós precisamos de filmes, histórias, contos, poemas, para que possamos continuar a viver ?
E será que não temos isso dentro de nós?


Será que a bravura dos grandes guerreiros, dos príncipes das histórias, será que não à temos? Não necessariamente lutar com dragões, mas sim lutar pelos nossos sonhos, pelas nossas idéias, pelo que acreditamos.
Mas será que não temos tanta vontade, porque isso não é contado? Ou porque não vemos? É claro, que nos filmes as histórias são mais rápidas, e na vida real, as coisas acontecem a longo prazo.
E com isso, as vezes desanimamos.
E no caso a Magia? É hoje em dia, ainda tem algumas religiões que praticam magia, algumas boas, outras ruins. Mas isso não vem ao caso.
Nas histórias, temos as bruxas, as madrastas, os vilões, as vilãs. É... no fim, elas sempre se dão mal; mas nem sempre é assim na vida real.
No conto de fadas, as coisas, acontecem meticulosamente para que as princesas se dêem bem.
Mas na vida real, as princesas choram, descem do salto, puxam os cabelos, gritam, brigam, é como se elas se desfizessem da imagem das princesas para viver no mundo real.


E com relação ao cenário, acho que as cores, e toda a "organização" influenciam muito em como vemos.
Jardins sempre são lindos, e as vezes as casas também, mas acho que muito da personalidade, ou quem sabe a educação que "ronda" os personagens, seria uma forma de parecer tudo tão belo.
E ah! o amor...
Como poderia explicar o amor dos contos de fadas para os nossos? Talvez porque o deles "termina" com um "felizes para sempre".
Mas acho que hoje ainda poderia existir um felizes para sempre, mas isso depende de nós respeitar o outro, e além disso tentar viver em harmonia.
Acho que isso se baseia.
Mas vejo, que infelizmente, o ser humano precisa de histórias, fotos, livros assim, acho que a alma da gente, o coração e a mente se alimentam disso.

É como se  precisassemos disso para "limpar" as coisas ruins que vemos, ouvimos, enfim.
Mas que bom que enquanto isso, podemos compartilhar de histórias tão bonitas e tão meigas que nos faze rir, e que nos alegram tanto.
Porque é triste o rumo que o mundo está tomando, porque nada mais tem valor, mas sim preço.
Aos que lêem meu blog, por favor, não sejam assim... Mantenham ainda a sua "criança interior" porque ela sempre vai ter sonhos e nunca vai te decepcionar.

domingo, 19 de agosto de 2012

Deu pra ti.


Na boa?
Cansei das suas desculpas, das suas mentiras, dos seus "achismos", das suas tirações de sarro, dos seus descasos, da sua leviandade, cansei da sua amargura, da sua frieza, do seu desprezo, da sua raiva, da sua ironia.
Cansei de sempre estar certa, de sempre ter que falar para o mundo todo ouvir.
Cansei dos seus olhares tortos, dos seus beiços.
Cansei de ser sempre a que é injustiçada.
Eu não quero mais você na minha vida.
Deu pra ti, teu tempo acabou.
Cansei das ofensas, cansei das canseiras, cansei de lágrimas, mágoas, tristezas, friezas.
Eu quero beleza, amar. Quero felicidade, alegria, delícia.
E pra ter isso, não tem espaço na minha vida para você.

Deu pra ti.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Estações...

Antes que eu publique o texto que criei, quando criei o blog, não achei que teria esse tipo de repercursão. E quando postava, colocava os textos aqui de forma a desabafar, mas com o tempo pessoas entraram e gostavam das palavras que singelamente colocava aqui.
E dai hoje em dia quando posto, vejo que mais pessoas visualizam, mas gostaria de agradecer imensamente as pessoas que não conheço por lerem. Saibam que quando posto aqui coloco todo o meu amor. E por isso gostaria de agradecer e fazer apenas um pedido! Por favor se apresentem! rs.
Bom vamos ao texto agora....




As vezes precisamos dar um tempo, assim como as estações fazem. 
Dar tempo para a primavera fazer florescer, dar tempo ao verão, para que acentue a beleza das flores, dar tempo ao outono para que as faça desfalecer e dar tempo ao inverno para que finde suas vidas. 
Precisamos deixar que o tempo fale por si só. 
Que a primavera traga as boas novas e que o inverno leve as velhas. 
E se algo realmente valer a pena, não haverá estação nenhuma capaz de exterminar. O ser humano não pode impedir, nem opinar em como as estações começam ou terminam. 
Desta forma é a nossa vida, que há de poder dizer o que acontece ou como acontece. 
Temos que respeitar e esperar. Mas o ser humano é tão falho nessa parte. O ser humano tem mania de imediatismo. Quem anseia muito, não vê e nem consegue perceber a beleza do que há em sua volta. 

domingo, 12 de agosto de 2012

BOOOOM.


sábado, 28 de julho de 2012

L.O.V.E

Acho que a pergunta de todo filósofo é: O que tem o amor, que causa tamanha confusão em nossas mentes.
Será que eles que compõem tantos textos, compõem tantas prosas, saberiam responder isso?
Nós que somos seres humanos, fazemos tantas confusões, seriam eles nossos heróis e nos salvariam de tal tortura?
Saberiam eles como seria a introdução, desenvolvimento e conclusão?
Uns chamam de amor, outro de paixão, loucura, tesão, sofrimento, invasão, confusão.

Eu rs, chamo de complexo.  


terça-feira, 3 de julho de 2012

Over and over again.

Por favor,
o que é que o amor faz com a cabeça de um ser humano racional?

E fica pior ainda, ou seja, ferra mais ainda com a sua vida, quando termina. Principalmente quando, um ainda gosta.
Ai acabou ainda mais com a nossa vida, porque só um sofre, só um ainda sente.
E me diz, quando ouvimos juras de amor, isso nos deixa feliz, mas quando ouvimos uma crítica, isso instantaneamente nos derruba, como se fossemos feitos de uma simples folha velha.
E tudo aquilo que se passava em sua mente, sofre um blackout absurdo, do qual sua mente jamais consegue se lembrar daquilo de bom que te falaram.
Não sei, se porque o ser humano é burro, ou porque ele é sadomasoquista, mas sei que nos importamos tanto com as coisas más que as pessoas fazem que é ironicamente irracional.
Seria uma forma do ser humano deixar sua auto estima baixa, ou ele simplesmente não sabe se dar valor?
Ou ainda mais, ele quer sentir-se mal de forma a tornar-se uma vítima da sociedade, das opiniões, ou de sua própria prisão?
Uma prisão interminável, da qual; poucos se livram, na verdade é um exercício quase lógico, físico, de que não devemos nos importar com a opinião alheia, ou quem sabe, deveríamos guardar para nós apenas o que é bom e o que nos faz bem.
Mas NÃO!
Nós insistimos em guardar aquela "resposta irônica" que a sua vizinha lhe deu, ou aquele olhar malicioso na sua roupa daquela menina?
Eu não sei o que acontece, sei que meu coração é estupido o suficiente por ainda te amar, meu cérebro é ainda mais estúpido por pensar em você e ainda mais por criar expectativas, por ter criado e por ainda criar expectativas de um futuro próximo, ou ainda de uma situação futura.
Meus olhos serem estúpidos por derramarem lágrimas por você.
Poxa, o que é que há entre nós? O que aconteceu, foi realmente amor? Ou foi apenas precisar de alguém?
O que essa distância, mais aproximadamente 360 km tem de tão importante e tem de tão belo, que eu continuo buscando?
Meu Deus, um dia eu jurei, que jamais falaria tudo o que falo hoje por homem nenhum, e olha eu aqui; fazendo exatamente o contrário.
É isso que muitos não entendem, é isso que o amor faz com as pessoas, as fazem desdizer tudo que um dia, elas juraram não dizer ou fazer.
Fazem elas de bobas, confundem suas mentes e pior de tudo: não te deixam em paz.
É galera, o amor é assim mesmo.
Mas uma coisa, tenho que dizer se não fosse perfeito tudo isso que sentimos, Deus não tinha criado esse sentimento.
Mas, pra finalizar, peço a Deus, que te guarde, e que sempre te preserve, porque eu gostaria de fazer isso.
tá vendo? estúpida.
Mas enfim.
Boa noite.


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Trocas

Você trocou olhos inocentes por olhos seduzentes,
trocou mãos suaves por mãos maliciosas.

Preferiu palavras melosas que saem de bocas maliciosas, do que palavras ásperas que saem de bocas suaves.
Preferiu um corpo curvilíneo a um nem tanto.
Trocou cabelos nem tão belos, a cabelos brilhantes.

Você plantou uma semente em terra fértil, ela germinou...
e mesmo que você não cuidasse, não molhasse, não colocasse no sol na hora certa, nem podasse, ela floresceu....
Mas você não foi visitá-la, não foi vê-la.
Ela morreu.
E você nem percebeu.

A amizade meu caro, é um bem precioso, um bem do qual poucos tem privilégio de tê-la.
A amizade não é algo que se encontra em cada esquina.

Se você ainda não sabe, a amizade começa com A de amor e E de eternidade.

Nem todos os que tem amor no coração e pensam na eternidade são capazes de projetar esse sentimento. Um sentimento difícil de ser construido, mas facilmente extinguido.
as pessoas pensam que a amizade se baseia em poucas qualidades, ou quem sabe atitudes fajutas.
Mas na verdade, a amizade demora, e não é qualquer um que vale pra ser amigo da gente.
Pra ser amigo, tem que amar a gente.
Não amou, dançou.


E mais uma vez, graças as falhas, mentiras e atitudes fajutas de alguém tive inspiração.
Obrigada sociedade, por fazer os poetas terem inspiração devidos aos seus erros.
Isso que é trabalho!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Traição



Trair, quando me referi a traição, não quis dizer a aquela que os namorados ou as namoradas fazem, mas sim quando os amigos te traem.
Quando terminar essa amizade? E até que ponto vale a pena continuar?
Quando pensamos em amizade, pensamos em dedicação, amor, cumplicidade, honestidade, praticamente uma harmonia de amigos e amores.
Mas e quando isso se quebra?
E quando a pessoa dá um bola fora de tão tão abrupta que você não consegue mais nem olhar com a pessoa ou então nem mais conversar com ela ?
A arte de trair, ou quem sabe a trairagem é ato de pessoas que sofrem de uma deficiência de caráter, ou então uma falta de amor próprio tão grande que ela precisa trair as pessoas apenas pra provar o quanto ela é boa, ou quanto ela é bonita.

Não dá pra entender, o que ela faz... E além do mais se diz em alto e bom tom que ela é tua amiga, ou então que ela te dá o maior apoio e ainda te diz que estará lá sempre por você!
Sempre?
E quanto tempo de duração tem esse sempre? Acho que até o dia em que você acha favorável, o dia em que você acha que é favorável para o seu benefício?
E além de tudo você ajuda outras pessoas a traírem e dai dá uma desculpa, sabe qual?
A desculpa que você é cheia de mágoas...
Mágoas? Todos temos mágoas, mas não devemos jogá-las em cima de pessoas que estão sempre ajudando você e que estão sempre ao seu lado.

Isso acaba comigo, me tira do sério, acaba com meus ânimos, tira minha paz, sabe porque odeio a injustiça e não suporto ver, não posso dizer que isso acabou, mas até que ponto você se acha no direito de fazer isso com uma pessoa?
Se eu pudesse explicar que isso era apenas inveja, ou então que era apenas a sensação de destruir a pessoa que está ao seu lado? ou pelo simples fato de precisar se auto afirmar que é linda?
Tenha um pouco de amor próprio!!

Tenho apenas muita pena de você, com tantas mentiras, com tantos absurdos, com tantas "provas" que não levarão ao lugar nenhum.

Que você se ache em algum lugar.
Ou quem sabe que tente se encontrar.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Do, re, mi, fá...




Música.

Música!

Quando pensamos em música logo vem a definição que é a arte de expressar sentimentos em formas de som e blá, blá, blá, blá.
Quem disse que a música tem definição? Quem disse que a música é algo grafado em 5 linhas e 4 espaços, que se coloca uma clave no começo?
Isso é teoria para leigos.
Leigos me refiro, porque música são as batidas do seu coração; tun, tá... tun, tá.
Música é o som da sua respiração, música são os passos que você dá em direção ao que deseja.
Som é tudo aquilo que move você, é o barulho que a sua corrente sanguínea faz quando passa por entre as veias.
Música é a vibração que ecoa de cada sinapse que ocorre no cérebro humano.

A forma como você vê a música é a forma como você à sente, como aquilo entra em seu coração, é a forma como aquilo passa através de seus dedos ou de sua boca.
Em tudo existe música, a música existe em tudo.
Se você ama a música, ou quer dedicar-se à ela, saiba que não é fácil, ela judia de você, te faz chorar, sofrer, clamar por misericórdia.
Mas quando chega ao fim, é sensação de dever cumprido, sensação de que agora só existirá você e a música.

Não desista da música, porque ela não desiste de ninguém.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Conto de Fadas.



Engraçado que todo mundo já viu, leu ou contou sobre algum conto de fada.
E acreditamos que existe o tão famoso "felizes para sempre", e que também o tão adorável príncipe virá para nos buscar.
E dai vemos o quanto somos frágeis, o quanto acreditamos em sonhos, mesmo não sabendo se eles irão se realizar. Acreditar que somos princesas, que os príncipes ainda existem e que castelos tem muralhas tão fortes e inquebráveis.
Mas será que essas muralhas seguram o castelo? Quando digo castelo, não me refiro a estrutura, mas sim ao castelo que é na verdade a princesa em si.
Se ela está lá, presa, sem poder sair; fisicamente eu digo, o que dirá de sua mente e sentimentos? Será que quando o príncipe chegar ele será capaz de suster tudo o que a princesa é? Ou tudo que ao longo dos anos ela se tornou?
Talvez ele nem consiga chegar a ela, porque a torre é tão alta, a ponto de muitos desistirem facilmente.
Ou então, eles são tão fracos que não conseguem matar o dragão que guarda a princesa?
É tão cansativo assim?

Nossa, a que ponto o ser humano chegou, a que ponto o homem chegou, de não ter mais interesse numa garota, não se sentir atraído, a ponto de correr atrás?
Que ridículo a que ponto chegamos... antigamente as mulheres eram conquistadas, mas hoje em dia, elas tem que conquistar, se rebaixar; implorar por um pouco de atenção.
É tão feio esse tipo de coisa, o que elas ganham fazendo isso?
Apenas perdem, perdem dignidade.
E com isso os homens cada dia mais vão se vangloriando de quantas tolas correm atrás deles.

As coisas, a conquista deveria acontecer simultaneamente, de forma que ambas as pessoas se beneficiem com o sentimento.
Porque sentimento não é algo que se compre ou se venda, mas sim que se conquiste aos poucos, cresça com o tempo.
Realmente princesas não existem, muito menos príncipes, castelos e dragões.
O que existe é uma garota que sonha em encontrar um cara que a complete,
Um cara que sonha com uma menina que seja tudo que ele quis,
um castelo feito de chocolate,
e um dragão que seja doce como um coelho.

No fim das contas, o que procuramos é sempre a mesma coisa: o amor.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O amor que reside na amizade.

É até engraçado quando comparamos a amizade ao amor. Alguns poderiam dizer que é um sentimento tão oposto, mas se não há amor, aonde fica a amizade?
E ao longo dos anos, passamos por tantas coisas, vivenciamos tantos amigos que vem e vão; tantos amores que também; vem e vão. 
E dai me resta a pergunta: e o sentimento aonde fica? 
Ah, ele reside ai mesmo no seu coração e a lembrança, por sua vez reside ai na sua mente. Nem sempre ela vai aparecer, ou quem sabe sim, mas sempre haverá alguém nesse mundo que irá despertar um desses sentimentos em você; seja o do amor ou o da amizade. 
Eu, particularmente, tive poucos amigos; e quando me refiro a poucos, digo poucos mesmo. Os que tive, permaneceram e logo após mudaram de direção. 
Outros, nossa! Graças a Deus que deixei de ser amiga deles, o sofrimento estava sendo constante, a opressão, a ditadura. 
E ai? cadê o amor? Cadê o valor da amizade? E assim, quem pode dizer que existiu algum sentimento ali? 

Mas, acho que com o amadurecimento do ser humano, ou quem sabe, com a experiência, vamos "aprendendo" (se é que é aprender), a "estudar", "avaliar" as nossas amizades. 
Não que eu esteja dizendo para transformá-las em equações matemáticas sinistras, equações químicas... Não isso, porque senão o amor não consegue existir ali.
Mas com o tempo, precisamos nos afastar das pessoas que nos fazem mal, para que as boas se aproximem (não sei de quem é essa frase, mas genial o autor dela). 
Sim, não há como as pessoas boas estarem perto de você, se as ruins te rodeiam. 
Como o amor pode residir se há maldade reina ?
Não dá. 
Mas eu não teria como agradecer o que a amizade significa, a verdadeira amizade. Quando realmente as pessoas são por você e elas se sentem alegres em te ver. 
Isso é amizade. 
Quando o amor reside na amizade. 
Quando a amizade reside no amor. 

E não a opressão, a possessão, a inveja, angústia, sofrimento e choro. Isso é ódio. 
Mas quando há companheirismo, alegria, cuidado, gentileza. Isso é amor. 

Mas saiba de uma coisa, para se conseguir o puro amor, o amor verdadeiro, seja ele vindo, de um amigo, namorado, pai, irmão, tio... qualquer tipo de amor; para se atingir esse precisa passar um pouco pelo sofrimento. 
Assim sabe-se dar valor ao que é puro. 
Algumas pessoas precisam aprender, a outras a dádiva da amizade é dada de graça. 
Mas qualquer que seja a forma dela, dê valor; porque amizade não se acha em qualquer lugar. 
Amizade se encontra próximo a felicidade, próximo a Deus, próximo ao cuidado e ao companheirismo. 
O sentimento da amizade reúne tudo isso; porque tudo isso resume em amor. 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A Dama e o Vagabundo.



A forma de amor mais simples, mas também a mais proibida.
A Dama, toda certinha, o vagabundo rs; todo desajeitado.
Ele tinha a sabedoria da rua, já ela tinha a experiência dos livros.
Ele mal falava direito, ela, nossa! Não havia palavras suficientes que pudessem transcrever o que tinha em sua mente.
Ele todo confiante, ela sempre insegura.
O que dizer de um amor assim?
Ah Dama! O que fazer com esses olhos amendoados, que lacrimejam por tudo e por nada? Com essa sua curiosidade incontrolável?
E Vagabundo! Largue essa lata de lixo! Nenhum cachorro se comporta assim.

rs, que graça; a Dama tinha experiência apenas de livros, palavras, contos, versos e poesias.
E o Vagabundo? Tinha a sabedoria da rua, era guiado pela Lua, marcava suas patas em meio as estradas, conhecia a tudo e a todos, mas vivia sempre sozinho.

Mas era um amor difícil, complicado, do qual poucos entendem.
Eles no filme ficaram juntos, mas na vida real tomaram rumos diferentes.
Isso alterou tudo.
Tudo.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Não!

Eu vou repetir, Não!
Eu não posso embarcar nessa novamente.
Eu não posso estar sentindo tudo isso de novo.
Oh! coração, porque faz assim comigo?
O que te fiz?
Sempre cuidei de ti!
Porque me fazes sofrer?
Porque dói?

Ai Deus.
Porque isso tinha que começar? Porque você apareceu?
Porque eu sinto isso?
Oh! Quanta dúvida, mas uma certeza nesse coração doido.
E o medo?
Nossa! Esse gela até a alma.

E se agora for pra valer?
E se agora não for apenas brincadeira?
E se aqueles olhos que se cruzaram no primeiro dia, foi um aviso?

Isso caberá apenas ao destino descobrir.


domingo, 1 de abril de 2012

Falta, sentir saudades, amar, isolar, sentir, conter...

É complicado, a gente ama, sofre e de repente a gente se sente largado e as pessoas nem lembram da gente.
A gente sente falta, e quando a pessoa não te procura mais?
E quando só você corre atrás?
Só você se importa?
O amor não se faz com uma única pessoa,
O amor é feito de 2.
2 corpos,
2 corações,
2 almas,
2 bocas,
duas mentes que pensam numa só coisa: no outro, no amor.

Agora, amor não é isso.
Quando apenas um sofre, apenas um chora, isso não é amor.
Quando você sentir falta, talvez eu tenha ido.
Porque eu te esperei, te amei, chamei você, pedi, implorei e você simplesmente deu as costas, fingiu que eu não era nada e nem representei nada pra você.
Eu não sei se você mudou e dai não soube mais o que eu representava pra você, ou quem sabe eu tenha me esquecido de quem sou, do que represento pra mim mesma.
A vida nem sempre vai nos colocar alguém especial em nossas vidas, eu realmente achei que você fosse aquela pessoa em que esperei, aquele que nos meu sonhos eu via, que eu desejava e escrevia versos sobre como você seria, sonhava em como seriam nossos dias, nossas noites, beijos, carinhos, aconchegos, e chamegos.
Mas não.
Você por um tempo foi aquele menino, aquele dos meus sonhos e de repente você mudou.
Eu procurei, procurei se ainda tinha algum vestígio do cara que eu amei.
Do cara que me fazia sorrir, que meu coração batia mais rápido quando te via...

O que será que mudou?
Eu me pergunto, porque você não vai encontrar alguém como eu, alguém que te entenda, te ame, com distância ou sem, da maneira como foi. Te ame sem questionar, é verdade, eu fui boa, e inocente demais.
Me senti mal quando vi que não restava nenhum vestígio de quem amei.
Senti pena, porque te queria de volta, mas queria aquele.
Queria aquele cara amoroso e atencioso, não o menino que não quer nada com nada.
Aos poucos aquela realidade em que vivi, aos poucos está se tornando uma lembrança vaga em minha mente.
Eu inúmeras vezes tentei te esquecer, escrevi aqui, falei pra mim mesma, avisei minhas amigas, fiz de tudo, mas de alguma forma era como se aquele vestígio puxasse, tocasse meu coração e eu esquecia tudo que tinha dito, jogava pro alto e voltava a sonhar com você.
Eu sempre disse: -"Dessa vez vai ser diferente".
Nossa! Como fui ingênua, ingênua, porque amor de verdade não acaba assim.
Amor, quando é amor, ele machuca de tal forma, rasga, aperta, comprime, oprime, que nada nos faz desistir, e quem ama de verdade não desiste, porque inconscientemente você ainda acredita que aquela pessoa não mudou.
Poxa, quantas indiretas dei, quantas provas dei, e me senti usada.
Me senti um brinquedo do qual perdeu a graça.
Não me arrependo de ter te conhecido.
Me arrependo de você não ter visto que eu fui feita pra você.

Desejo mesmo que você seja feliz, de verdade, gosto demais de você e sei que ai nesse coração está o menino inocente que eu amei.
Espero que um dia, daqui 50 anos eu possa olhar pra trás e não me arrepender disso.
Eu não queria desistir, mas senti que você desistiu.

domingo, 18 de março de 2012

Egoísta.



Hoje eu venho falar sobre a Morte. 
É engraçado quando pensamos sobre a morte. 
Ela chega de mansinho e de puft! 
De repente aquela pessoa que você tanto ama, quem você quer tão bem de repente se vai. 
E dai eu comecei a pensar, a Morte é muito egoísta. 
Ela não pensa em ninguém, não pergunta a ninguém. 
Ela vem e tira quem você ama sem piedade. 
E fiquei pensando que o ser humano não está preparado para essa separação, essa separação carnal, física, emocional, amorosa. 
Parece que o anjo da Morte leva as pessoas queridas a algum lugar e que quando ele vier nos buscar nós nos encontraremos. 
Nenhum ser humano consegue decifrar essa situação, não consegue entender porque isso acontece. 

domingo, 11 de março de 2012

Fadas.



"Fadas, fadas... venham para cá.
Fadas, fadas... venham me ajudar.
Venham alegrar quem não passa bem.
Venham ajudar se acharem de bem.

Fadas do sol, terra, água e ar.
Das plantas aos animais.
Das fadas jardineiras a que constroem videiras.

Venham para cá.
Com seu pó mágico iluminar, agradar, curar.

Fadas, fadas... sejam bem vindas.
Das margaridas as flores,
dos pássaros aos insetos.

Fadas, fadas... sejam bem vindas,
venham ajudar que não passa bem
se acharem de bem."

domingo, 4 de março de 2012

Sonhar.

As vezes fico me perguntando,
se da mesma maneira que sonho com você;
você sonha comigo.

No sonho nos encontramos,
Na realidade nos separamos.

Um dia sou tua,
No outro és meu.

Nos falamos
Encantamos
Amamos
Esperamos

Ficamos
Beijamos
Amamos.

Cansamos
Nos separamos
Porque a distância nos separa.

O amor nos une.
A distância nos separa.

A vida continua (...)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O Jardim e a Borboleta.



Eu tinha um jardim, muito bonito e muito colorido.
Eu cuidava muito bem desse jardim, até que uma borboleta apareceu...
Quando vi a borboleta, sai e comecei a conversar com ela, a mostrar o jardim.
A borboleta ficou um bom tempo, mas depois não sei se deixei de cuidar do jardim, mas cada vez mais a borboleta começou a se afastar.
Comecei a ficar preocupada, mas continuei cuidando do jardim, esperando a borboleta.
Quando dei por mim, a borboleta sumiu.
Clamei, clamei e a borboleta não voltou.
Chorei e implorei, pedi a borboleta que voltasse, mas ela não voltou.
Ai, me descuidei do jardim por algum momento, e de repente a borboleta se afastou tanto, que me surpreendi.
Olhava para o jardim me relembrando dos momentos que tive com a borboleta.
-"Borboleta, volte por favor!" Disse eu em alto e bom tom.
E nada dela aparecer.

Mas eu continuei cuidando do meu jardim, até que por um momento, ouvi o bater de asas de uma borboleta, mas não era qualquer borboleta, era aquela...
Eu sai correndo pelo jardim, passei pelas árvores, pulei as flores e lá estava ela.
A minha borboleta.
Tentei conversar com ela, mas foi um diálogo de poucas palavras, não quis muito assunto e estava apressada.
-" Aonde vais com tanta pressa?" Indaguei um tanto quanto brava.
-"Não tenho tempo, passei para dizer que o jardim está legal, parabéns." Me respondeu com tanta pressa que parecia que teria um compromisso tão urgentíssimo que fosse impossível faltar.
-" Mas vai voltar?" Perguntei esperançosa.
- "Ah sim, claro; voltarei". Respondeu a borboleta já tão distante do meu jardim que mal pude ouvir.

Eu continuei a esperar pela borboleta, ela demorou a voltar, mas cada vez que voltava eram visitas rápidas, mal pudia sentir sua presença.
Eu comecei a perceber que de que adiantava chamar a borboleta se o jardim estava desfalcado?
Se faltava as mais belas rosas, as palmeiras, os girassóis, os pássaros.
E entendi, não adiantava eu ficar chamando, então... a solução era cuidar do jardim, fazê-lo atrair outros animais e esperar que a borboleta volte.

Mas a borboleta sabe que o jardim estará aqui sempre aqui.

Alice e o Rato.


Hoje, numa daquelas redes sociais, minha mãe me chamou dizendo: "Filha, qual o livro que está mais próximo e você?"
Eu respondi: Alice e o País das Maravilhas, porque?
Ela retrucou: "Abra-o na página 53, leia a sexta frase...
Eu abri e deu o seguinte: "Dai a pouco, entretanto, escutou novamente uns passos a distância e levantou a cabeça, com uma pontinha de esperança de que o Rato tivesse mudado de ideia e estivesse voltando a terminar sua história".

Eu parei e fiquei pensando, sei que muitos podem dizer: "Nossa! Que absurdo acreditar numa coisa assim..."
Bom, é como eu digo, cada um acredita no que quiser.
Mas voltando... eu fiquei me perguntando, o que estaria acontecendo com Alice para que ela esperasse tão ansiosamente que o Rato mudasse de ideia e terminasse a história?
O que o Rato tinha de tão importante, ou poderia dizer de tão importante para ela que a deixasse assim?
Será que ele a impediria de tomar o drink errado? De a fazer crescer ou diminuir tão bruscamente? Ou quem sabe comer o biscoito e novamente crescer e diminuir?

E porque o Rato não voltou?
Ele achava que não era importante ajudar, ficar com Alice?
O mundo subterrâneo já não era assustador por si só? Ou as armações e trapaças, os gêmeos, yin yang não eram suficientes?

A Rainha Má gritando, esguelando-se : "Cortem-lhe as cabeças!!"
O Rato não sabia de todos esses perigos que Alice enfrentaria? Pelo visto não.
Alice tinha apenas, o tão querido e amável Chapeleiro Maluco. Não se engane com o nome, ele era e é mais são do que muitas pessoas que se julgam sãs de mente.
Chapeleiro Maluco... quando escuto esse nome me vêm uma imagem muito amigável em minha mente. Tão "maluca" quanto o seu nome, mas amigável, definitivamente.
O Chapeleiro Maluco salvou Alice de muitas enrascadas.
Alice, Alice...
-"Que curiosidade menina!" Parece ate que escuto o Chapeleiro dizendo isso.
- "Não me culpe amigo, Minha fome de curiosidade chega a ser tão grande quanto o seu chapéu... "

Alice parecia não se preocupar com o que aconteceria a seguir, sua vontade de se aventurar era tão grande, que seus pés eram insuficientes para tantas viagens. Lidava com as armações de forma tão inteligente quanto a lagarta azul.
Pelo visto o único animal que fugiu aos olhos de Alice foi o Rato, covarde ele... não encarava as aventuras de Alice, as mudanças de graaaaande e pequena. Não suportava o vestido de Alice tão azul que a lagarta invejava.
E o Gato?
-"Que sorriso grande!" Disse a pequena Alice.
- "Minha querida, este sorriso é apenas aparência... olhe nos meus olhos e verás o oposto."
- "Não digas isso! Como pode ficar tão triste com cores tão bonitas que seu pelo forma?" Retrucou Alice indignada.
- "Já que disse isso, retiro meus olhos tristes e fique apenas com meu grande sorriso, para você pequena Alice.".

Alice se sentiu tão bem, que adentrou ao mundo subterrâneo, encontra o Coelho.
-"Mas que coelho diferente!" Disse Alice, reparando em suas botas, óculos, colete xadrez e um pequeno relógio que carregava no bolso.
- "É tarde menina! Me deixe ir embora!!!" - Disse o coelho tão apressado que acabava se atrapalhando nas palavras.
- "Primeiro, diga-me, porque se veste assim?"
- " E queria que me vestisse como? Se não vestir-me assim a Rainha corta minha cabeça!"
Alice ficou tão surpresa com a resposta que ficou com medo de continuar a conversa.
- "Adeus menina! É tarde, é tarde, é tarde! Deixe-me ir."
Quando o coelho estava distante de Alice, virou-se e disse: - "Cuidado com o Rato pequena Alice, ratos não são amigos. Eles vivem nos bueiros e dificilmente entendem nosso mundo. Mais uma vez, cuidado.

Alice acordou, olha quem diria que tudo isso não passava de um sonho?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Medo


Medo...

Não tenho medo do escuro, porque maior medo é a solidão, é ficar sozinha, é ficar no escuro da alma.
É não ter e não ver uma luz no fim do túnel.
Não tenho medo de ter o coração partido, porque meu coração se encontra em frangalhos, que nem mil fitas, e colas e mais colas poderiam consertá-los.
Não tenho medo de fantasmas, pois maiores fantasmas são as vozes que ecoam em minha mente, maiores são os fantasmas que chamamos de medo.
Não tenho medo das vielas, pois nela se encontram os assassinos que sempre irão matar uma jovem indefesa.
Mas quem sabe umas casas antes das vielas possa se ver uma velha senhora que lhe ofereça uma xícara de chá, e você sem saber tome, e veja que é veneno.
Saindo da casa da velha senhora, desvie do assassino, enquanto isso, o veneno corre em suas veias lentamente, e encontre uma serpente, serpente esta que se entrelaça em suas pernas, sobe até seus pescoço, lhe enforca um pouco, desce pela mesma perna e vai embora.
Passando mais umas ruas, vê monstro, quem pode dizer se é alucinação ou não?
O monstro vem, vem, vem cada vez mais perto, você chega a sentir sua respiração tão próxima, que seu bafo cheirando a carniça lhe enjoa... ele finca suas garras em seu peito, rasga, você vê aquele sangue escorrer, quando de repente, quando se dá conta, ele saiu correndo.
O veneno se espalha cada vez mais em sua pele. Conforme andas, o sangue vai fazendo uma trilha, uma trilha que atrai cada vez mais monstros, fantasmas, praticamente um circo dos horrores, vindo atrás de você, procurando, sedentes por sangue quem é a vítima tão saborosa que cheira a tanto sangue.
Quando você se dá por si, encontra uma fonte, com água límpida... aproveita e banha-se, retira todo aquele sangue, com isso vê que na espreita está aquele circo dos horrores atrás de você.
Não tem mais saída, não tem para onde ir... está presa, encurralada, pensa que haverá alguma boa alma que poderá salvá-la de tudo aquilo, quando olha pra cima, o tempo se fecha, nuvens bravas, trovões, relâmpagos e tempestades, avisam, gritam aos 7 céus que cairão.
E você só se pergunta: Será este o meu fim?

[continua]

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Minha casa, minha pequena casa.


É engraçado, eu disse que precisava de um momento para mim. 
Mas aqui é como se fosse uma casa, e que "filho" que quando precisa de um tempo para si, fica longe de casa? 
Não dá. 
Não adianta. 
Eu não consigo ficar longe daqui. 
Sei que alguns podem ficar felizes porque eu voltei, outros nem tanto e alguns podem ficar ainda bravos. 
E quer saber? Não ligo. 
Pra quem não gosta do que lê aqui, não sei porque ainda visita. 
Eu estava sem inspiração, tive um sonho muito, mas muito estranho, acordei e meu dia foi normal, mas pensei bastante. 
E pensei que gostava tanto de escrever aqui, gostava de saber também que as pessoas liam e que as pessoas gostavam dos textos. Isso me deixava honrada, porque são pequenos, ou quem sabe grandes versos, de uma poeta, escritora, ou aspirante a essas duas coisas e além do mais anônima que escreve aqui. 
E quando paro pra pensar quantas pessoas nos desejam coisas boas, nos incentivam a escrever, nos dão amor, porque dentro delas está transbordando amor. 
E com isso me senti tão bem, porque desabafei coisas, que não estava suportando mais. E ainda mais coisas que preciso me livrar. 
E dai quando vi o quanto as pessoas gostavam do que escrevia aqui, ou do que poderia transcrever meus sentimentos em formas de palavras, me senti na obrigação de continuar aqui. 
De forma que não fosse injusta com cada um de vocês. 
Não seria correto. 
E com isso eu comecei, ou quem sabe recomecei a ler, percebi por quantas "fases" passei, mesmo eu não sendo a lua, por quantas "peles" troquei, mesmo não sendo uma cobra, por quantos "sentimentos" joguei fora, mesmo eles não sendo um simples papel em que se amassa e se joga no lixo. 
Nesse tempo todo me distanciei de algumas pessoas, o que me deu liberdade para ser feliz, abriu-se mais horizontes para mim, eu me senti mais livre e não presa a um lugar ou uma pessoa, ou a uma "ordem", um único tipo de áudio. 
Eu estava cansada... cansada de ouvir tantas coisas, das pessoas ficarem me criticando, ficarem opinando, controlando, subornando. 
Tudo ando rs. 
E com esse "ando", eu vou continuando enquanto você vai parando. 
Nós as vezes estranhamos as formas, diretrizes, que Deus, astros, universo (o que acreditar) tomam em nossa vida. Nós somos apenas marionetes da vida, marionetes da situação, dos comandantes do universo, dos políticos, da propaganda, da mídia. 
É isso que somos. 
Goste ou não. 
Não sou eu que faço as regras. 
Mas, eu me senti na obrigação, sei que ao ver de vocês, nem deu tempo pra pensar, mas eu garanto, tive muito, muito tempo. 
Tive o tempo necessário pra saber que em hipótese alguma posso ficar longe daqui. É como ficar longe do coração, ou de quem a gente ama, ou dos amigos. Impossível. 
Se você, caríssimo leitor, teve paciência para ler até aqui, sim; é mais um desabafo do que propriamente um texto. 
São coisas, que acho que toda garota e garoto, num momento da vida tem. São estresses que passamos, quando vemos que alguém quer nos ver por terra, nos ver mal. 
Ou quem sabe, aquela pessoa que sumiu e não te avisou, nem deixou bilhete nem nada. 
Ou aquele amigo que não é mais tão teu amigo. 
São para essas pessoas que esse post é hoje. 
Todos merecem ser felizes e todos merecem respeito. 
O sol nasceu para todos, então aprenda a dividir. 
A todas as pessoas (as que querem a minha felicidade, as que querem me ver mal, as que são indiferentes), saibam que aqui continuará, porque a LIBERDADE não tem fim, nem muito menos um ponto final. 
A liberdade é pra sempre, ela não pára. 
Quem quer liberdade quer tudo, precisa de tudo, almeja tudo, porque conhece TUDO. 

Obrigada a todas as pessoas (quaisquer que seja o seu sentimento pelo blog), um muito obrigada.

Muito obrigada por devolver aquela inspiração da qual eu precisava. 
A inspiração mais profunda que tenho, aquela que vêm do âmago da alma. 
Muito obrigada. 


Mas, gostaria de um agradecimento em especial a quatro amigas minhas que com suas palavras, me deixaram tão bem que consegui fazer esse texto e continuar firme: Nanda Salima, Walkiria Menezes, Aninha Santos, Haiyat Raziya. 
Eu amo vocês. s2. 







sábado, 11 de fevereiro de 2012

Tanto faz.

Ultimamente ando tão "tanto faz" que nada está tendo muito significado.
As inspirações diminuíram, os ânimos baixaram.
Não sei o que escrever.
Queridos leitores, me perdoem se me ausentar por uns dias.
Preciso de um tempo para mim.
Espero que continuem lendo, ou quem sabe me acompanhando.
Fico e fiquei muito feliz em saber que lêem aqui.

Obrigada pela compreensão, de verdade.
Beijos da garota que deseja no mais profundo âmago de sua alma, só mais um pouco de LIBERDADE.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012



"Diante das rochas que a vida coloca em minha frente, diante do vento que a natureza traga, diante da chuva que as nuvens produzam, diante dos espinhos das rosas, eu sozinha vou, com meu melhor amigo que é meu coração, com os balões coloridos que representam o que quero levar dessa vida. 
Em meus pés, minhas metas, eles me levam onde preciso. Meus braços alcançam o que está no futuro, o que anseio. Meus olhos almejam um presente tão real e inesperado, uma foto da qual me traz lembranças, e me produz uma nostalgia do que vivi e ao mesmo tempo, um futuro que ainda não vivi. "













terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Qual o sapato que te define?

Os de salto, nem tanto pela beleza, mas pela imponência, pelo fato de me sentir mais alta, tão alta quanto as montanhas, tão forte como a rocha, tão elegante como a gazela, e tão equilibrada a ponto de me manter em pé.
Os anabela, porque me lembram rios, que nas suas curvas sinuosas, perfeitamente se encaixam em meus pés, algumas vezes vem com fitas que se entrelaçam em minhas pernas, feito um gato a ronronar, outrora como o entrelaçar das pernas dos amados.
As sapatilhas, fundamentais minha cara!
Quem mais nos poderia manter firmemente no solo?
Quem mais poderia nos fazer caminhar horas e horas, desfilando com belas sapatilhas, das mais cores, formas, e enfeites.
Melhor a bota então! Que nos aquece, que nos protege rs, me lembra até os braços de meu amado (...)
Com salto ou sem salto? Como preferes?
Salto, mulher fatal!
Sem salto, mulher pé no chão!
Os Scarpin, com seus bicos finos chegam antes numa festa, são tão delicados e longos, como as mãos da dona desse scarpin.
Já as Ankle boots, essas pequenas "botinhas" que parecem obras primas feitas pelo mais experiente artista, algumas com correntes, outras sem, umas com laços, outras com strass(...)
Cada sapato tem sua origninalidade, peculiaridade, sapato é pra mulher, é pra menina, é para aquela que é fina, é descolada, é alegre, é divertida, gosta de si e ama a quem lhe faz bem.

Sapato é imprescindível, é pra vida, é pra ser feminina, é pra ser MULHER.



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sabe porque?

Sabe porque eu estou quieta, sumida, seca?
Porque aqui dentro está doendo, tá sangrando.
Tá machucado.
Os olhos estão perfurados
A boca selada.
O coração fechado.

O maior estrago que um homem pode fazer na vida de uma mulher, é despertar um amor sem ter inteção de alimentá-lo.
E a maior e pior das doenças do ser humano é sofrer por amor.

Que coragem haverias tu, em olhar nos meus olhos e dizer "Adeus"?
Olhar em olhos que não brilham mais.
Olhos que não se contém, que não se responsabilizam.

Te olhar dói.
Corrói
Fere
Machuca
Corta
Chora

Só espero que cada lágrima que derramei ou derramo por você, um dia se transforme em sorrisos.
Nem que seja no rosto dos outros.
Mais sorrisos, sem choros.
Sem mágoas, feridas, estragos, rasgos, amassos...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Minha pequena.



Tanto se sabe dizer: "Nossa, eu amo os animais". 
Mas quero ver quantos realmente amam. 
Eu faço tudo por você. 
TUDO. 

O que há de ser, será.



-

Não quero migalhas, nem farpas
Nem pouco,
muito menos tampouco.

Quero mais,
Quero ser,
Quero estar

Quero amar, fazer, cozer.
Quero ir lá onde nada mais importar

Quero ser eu sem mais nem porque,
Já que um dia irei morrer.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Saudade.





-
Sabe aquela saudade de te chamarem de minha?
De pertencer a alguém?
De ter pra onde voltar?
De saber que alguém pensa em você, e de que você pensa em alguém?
Saudades de quando te olham nos olhos e dizem que você é linda, sem querer algo em troca.
De quando tínhamos sonhos, ao invés de apenas ilusões.
Quando o coração batia mais forte, e não quando as lágrimas caiam.
Quando nada mais importava.
E não quando apenas um chorava.

Saudades de um tempo bom, quando ficávamos falando sobre o futuro não vivido e um passado quase que restaurado no presente.
De quando olhávamos fotografias e ríamos porque nada daquilo fazia sentido. De quando as músicas faziam mais sentido do que os Poemas de Vinícius de Moraes.
Saudades de quando as músicas traduziam mais nosso sentimento do que quando chorávamos ou sentíamos dor em nossos corações por não podermos estar juntos.

Saudades de um tempo que não volta.
Mas quem mudou? Eu, que deixei de ser eu mesma, porque quero te impressionar?
Ou você mudou, porque se magoou e agora está duro feito uma rocha por dentro e derretendo por dentro?
Quem será o primeiro a admitir?

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Eu me canso sabia?




Me canso da ausência, da falta de amor, da falta de atenção.
Me canso do descaso, da falta das palavras de amor.
Eu me canso.
E quando eu for embora? E quando eu desistir? Você vai lamentar?
Ou vai apenas suspirar porque já esqueceu?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Conhecendo demais.

Sabe o que mais me assusta?
É quando alguém sabe muito sobre você.
Ou pelo menos acha que sabe, ou ainda pode querer entender você.
É irritante, ou quase assustador quando querem entender, ou sabem demais de você.
É como se você se visse num poço prestes a cair, ou quem sabe ainda se sente tão desprotegido, como se estivesse nu.
É uma sensação em que não há para onde correr, não há o que dizer, nem o que pensar.
E nisso não podemos impedir.
As vezes a pessoa te conhece porque já conversou muito com você ou porque ainda ela olhando em seus olhos, convivendo com você adotou um tipo de análise, em que na sua mente ela registra todos os fatos, ou não necessariamente os fatos, mas as manias, os gostos, as diferentes, a maneira como você fala, se veste, come, anda, se sente...
Isso não é legal.

Sim, as vezes é favorável, porque assim a pessoa não faz algo que te irrite ou quem sabe ela ainda não te provoca com aquelas infelizes picuinhas de pré-escola que alguns adultos ainda insistem em fazer.
É como se ela tivesse o controle sobre você, ou ainda mais é como se ela soubesse cada passo, fala, gesto, atitude.

E assim ela vai te direcionando da maneira como ela quer. Da forma que ela quiser, é como se nada mais importasse, ela apenas vai fazendo, ela sabe seus gostos, sabe o que sente e como sente.
E com isso ela vai levando, levando de forma em que não se há mais saída, ou quem sabe ainda há.
Mas uma saída relutante, difícil e cheia de pedras pelo caminho.

Não se deixe, ou melhor, não deixe que isso aconteça com você.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Juro que não entendo.




Eu não entendo mais nada. Não sei mais o que posso ou não posso sentir. O que devo ou não dizer, 
ou o como devo agir. 
Eu fico me pensando, o que esta faltando em mim? Aquele "tchan" que era constante, e agora se foi por algum motivo? 
Tenho que parar, não sei mais as vezes parece que só você pode as coisas. Não sei se falar ajudaria, ou se continuar nessa quietude complicaria. 
Parece que se o sentimento surge de mim não pode, se a saudade é minha é normal. 
Mas quando se trata de você ai é legal. 
Aqui também bate um coração, também tem um cérebro pensante. 
É estranho, porque tem dias que te sinto tão perto, e outros tão longe. 
É uma montanha russa, um dia parece que ainda sente, no outro, que não quer saber de mais nada. 

domingo, 8 de janeiro de 2012

Dedos sujos de tinta.



Digo isso, porque recentemente revi uma caixinha em que quando era pequena eu levava as aulas de pintura. 
O cheiro das tintas já antigas, da água rás, e logo me veio aquela sensação de nostalgia. 
Como o tempo passou, e está passando... e como a gente tem que viver o momento. 
Naquele momento me lembrei de como quando somos crianças a inocência, a alegria, as emoções são mais fortes. 
De como era bom pintar quadros, telas, tecidos, sem se preocupar com o amanhã. Sem frescura com as laterais, em ultrapassar o espaço, ou quem sabe estragar o desenho. 
Não, ali a tela em branco, era tua, somente tua. 
E nós coloríamos, ou jogávamos as tintas de qualquer jeito, ou estrategicamente posicionadas, de forma que uma tinta ficasse sobre a outra. 
Eu senti falta daquilo, falta de me sentir livre, sem limites, me sentir dona, dona de uma tela que deixaria de ser branca. 
Senti falta de um tempo onde as coisas eram mais fáceis, as pessoas pensavam mais, amavam mais. 
Onde o mundo podia acabar e eu não ligava, ligava apenas para a minha tela em branco.